O Discurso do Rei

The King’s speech (Reino Unido, 2010) Cotação: ***

Quase todo ano, os britânicos lançam pelo menos um filme sobre a família real. O mais recente deles é O Discurso do Rei. De uma hora para a outra, tornou-se o favorito às estatuetas da Academia. É o que detém o maior número de indicações (12). Há alguns dias, ganhou a maioria dos prêmios dos Sindicatos de Hollywood. E, como quase a totalidade dos votantes são atores, os mesmos que votam no Oscar, deduz-se que é o provável vencedor deste ano.

Este aqui foca na relação estabelecida entre Albert (Colin Firth), que é gago, e o seu terapeuta de fala Lionel Logue (Geoffrey Rush). Como membro da realeza, Bertie (assim é chamado por seus familiares) tem de fazer vários discursos. Após várias tentativas fracassadas, a sua esposa, Elizabeth (Helena Bonham Carter), o encaminha até Lionel, que possui métodos diferenciados.

Após a morte do pai, o Rei George V (Michael Gambom), e a abdicação do irmão mais velho, Edward de Gales (Guy Pearce), Albert (agora Rei George VI) recebe a missão de comandar o Império Britânico, na iminência de uma Segunda Guerra Mundial.

A história é contada de maneira convencional, e é assim que tinha de ser. Tudo encaixado, na mais perfeita harmonia (curiosamente, o roteirista David Seidler enfrentou problemas relacionados à gagueira na infância).

No grande discurso, o primeiro de guerra e feito para todo o Império, Lionel orienta Bertie tal qual um maestro rege um músico. Imagine isso ao som de uma suave e, ao mesmo tempo, vibrante música, a 7ª Sinfonia de Beethoven, garantindo uma grandiosidade sem igual à cena. Acerto do francês Alexandre Desplat, responsável pela trilha.

O figurino é impecável, fidelíssimo à época. Os ingleses são especialistas nesse quesito, tanto que, nos últimos anos, eles vêm conquistando essa categoria.

Colin Firth tem tudo para, finalmente, ganhar o Oscar de melhor ator. Ano passado, chegou a ser nomeado pelo ótimo desempenho como um professor universitário homossexual em Direito de Amar, mas perdeu para Jeff Bridges (Coração Louco). Desta vez, nada parece ser capaz de superá-lo. Gosto também da atuação de Carter, agradável e sempre segura. É interessante observar que não é um filme de um só ator (neste caso Firth), mas também de Geoffrey Rush, que está incrível.

A direção é do agora favorito ao prêmio da Academia, Tom Hooper, que realizou trabalhos majoritariamente na tv britânica. Esta é a sua segunda experiência no cinema. Antes, havia feito Maldito Futebol Clube (2009), aclamado pela crítica.

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